segunda-feira, 26 de maio de 2014

Virada Cultural reúne mais de 100 atrações em Piracicaba

Foto: Bolly Vieira
Com mais de 100 atrações gratuitas em 22 palcos, Piracicaba recebeu no último fim de semana (dias 24 e 25) a Virada Cultural Paulista, evento do Governo do Estado de São Paulo que reuniu as principais tendências da cena artística de todo o país, entre nomes consagrados e artistas-revelação. Pela cidade, passaram a banda recifense Nação Zumbi, o show de stand-up com Marcelo Mansfield e o cantor e compositor Guilherme Arantes. A correalização foi da Semac (Secretaria Municipal da Ação Cultural) com o apoio do Sesc-SP.

Segundo a secretária da Ação Cultural, Rosângela Camolese, a programação deste ano foi concebida para ampliar o espaço aos nomes locais. “A gente sempre deve dar chance aos que nunca se apresentaram na Virada. Temos nos preocupado em incluir artistas profissionais e em fase de profissionalização para que possam mostrar o seu trabalho ao público”, declarou, ao lembrar que o evento amplia o acesso à cultura.

Pela primeira vez, a Semac levou atrações para a Capela do Monte Alegre e Varejão do Mário Dedini. A maior parte das atividades se concentrou no Parque do Engenho Central, com dois palcos externos, o Teatro Municipal Erotídes de Campos e o Centro Nacional de Humor Gráfico. Às margens do rio Piracicaba foram realizadas apresentações musicais e exposições no Parque da Rua do Porto, largo dos Pescadores, Casarão do Turismo e Casa do Povoador.

Na área central, foram incluídos Centro de Documentação, Cultura e Política Negra, Mercado Municipal, Museu Prudente de Moraes, Rodoviária Intermunicipal, Pinacoteca Miguel Dutra e o Sesc Piracicaba. Nos bairros foi possível conferir atrações no Cemitério da Saudade, Centro Cultural Hugo Pedro Carradore, Centro Cultural Izaíra Barbosa, Estação da Paulista e Varejão da Vila Resende.

A secretária citou o clima de segurança em todo o período, sem ocorrências de violência. Ela lembrou que esta característica está presente desde a primeira edição da Virada na cidade. “Temos muito a agradecer ao Governo do Estado de São Paulo por confiar em Piracicaba. Nos empenhamos ao máximo para que a cultura seja disseminada da melhor forma possível”, declarou, ao reforçar também da pontualidade de todas as atrações.

Ao fazer um balanço do evento, o prefeito Gabriel Ferrato lembrou que Piracicaba possui espaços adequados para o desenvolvimento de ações em cultura. “Para nós é sempre motivo de satisfação receber a Virada Cultural. Temos tradição de várias atrações culturais ao longo do ano, mas esse é um evento diferenciado, que contribui com a formação de público por contemplar diversas pessoas e as mais variadas manifestações artísticas.”

O encerramento da Virada, às 18h30 de domingo, contou com a apresentação do cantor Guilherme Arantes no Engenho Central. Diversas canções foram cantadas em coro da primeira à última letra pela plateia, caso de Lindo Balão Azul, Cheia de Charme, Deixa Chover e Um Dia, Um Adeus. Ao apresentar Planeta Água, o cantor declarou que os versos foram produzidos numa época em que o rio Piracicaba possuía peixes em abundância. E completou: “Mas o destino desse rio é renascer”.

Ainda sobre Piracicaba, Guilherme falou de apresentações no Sesc na década de 80 e citou nomes de amigos que moram ou nasceram na cidade. “Eu me sinto local. Piracicaba foi um dos lugares que me acolheu no início da carreira”, declarou Guilherme, ao citar as canções Mania de Possuir e Loucas Horas, ambas lançadas em 1986 no álbum Calor e cujos versos foram “fruto de baladas” em terras piracicabanas.

PROGRAMAÇÃO – A banda Nação Zumbi cantou pontualmente à meia-noite de sábado para domingo e agitou o público com mais de uma hora e meia de apresentação. Ainda no espaço estiveram DJ Kri, Fusile, Grooveria, Flávia Bitencourt e O Terno. No Palco 2, destinado às bandas locais, as apresentações foram conduzidas por H7, One Minute Less, Super Zé, Bambas, Victor e o Gramofone e Nilton Santin.

Quem esteve na noite de sábado no Engenho também se surpreendeu com a performance Suaveciclo, desenvolvida por Ygor Marotta e Cecília Soloaga. A bordo de um triciclo adaptado, eles iluminaram os históricos armazéns com projeção de grafite digital.

No Teatro Erotídes de Campos, a fila para a apresentação de Marcelo Mansfield, às 23h30 de sábado, teve início três horas antes. O público também prestigiou o grupo de dança Pró-Posição, Os Fofos, Telma Fernandes, Associação Cultural Quilombola de Tamandaré, Marat Descartes e duas sessões de cinema no projeto Curtas Pontos MIS.


A programação 2014 também trouxe, entre os artistas locais, Alê Antunes, Bebé Salvego, Evinha do Forró, Lu Garcia, Elaine Teotônio, DJ Claudinho’s, Zulu Queem Ana, Duo ZaniDutra, Quarteto Opus 4, Quarteto Jazz, Pa Moreno, Hot Clube de Piracicaba, Moacyr Siqueira, Sandra Rodrigues, Juninho Caipira e Marcelo Souza, Nino Brown e Soul Sister,  e as bandas Zumblack, Rock Brasuca, Brasil Real, Sambatuck, Samba d’Aninha, Meu Prazer, Porto Maracatu, Okan, Máfiz do Jazz, Gerson King Combo & Supergroove e Lê Coelho e os Urubus Malandros.

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